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ESPAÑOL / PORTUGUES

Boletín de prensa
23 de octubre de 2017

• Las y los adolescentes son discriminados por género, racismo y por su orientación sexual en Brasil.
• Al menos 70 adolescentes participaron en el encuentro, 30 de ellas y ellos representando a MNDH, ANCED y Fórum Nacional DCA.
En el marco del Primer Encuentro de la @REDLAMYC Red Latinoamericana y caribeña por la defensa de los derechos de los niños, niñas y adolescentes en Brasil, las y los adolescentes participantes expresaron su indignación con el presidente del país, Michel Temer, y con la falta de inversión del gasto público destinado a las políticas para la infancia y la juventud, especialmente en los últimos dos años.


Ellas y Ellos hablaron de su realidad en las cinco regiones de Brasil, en sus demandas pidieron poner fin de los asesinatos de niñas, niños y adolescentes, mayor participación en las tomas de decisiones y mayor inversión, especialmente en la salud, educación, ocio y cultura. Hablaron sobre el machismo, racismo, así como la discriminación y violencia que sufren las y los adolescentes de la comunidad LGBT (lesbianas, gays, bisexuales y transexuales) en su vida cotidiana, pero en particular en las escuelas brasileñas.


Caroline Nunez, de 20 años, de Minas Gerais, representante del Foro DCA, ex adolescente de G8 (Grupo 8 mujeres y hombres del Consejo Nacional de Niños y Adolescentes de Brasil) durante su trabajo como representante reflexionó sobre temas como la desigualdad de género, la discriminación por raza, orientación sexual e identidad de género. Relató que fue víctima racismo por profesoras blancas, cuando era una niña, lo que ha marcado su vida “muchas veces yo escuche a las profesoras hablando mal de mi cabello, una de ellas incluso me pregunto ¿qué hacía con mi cabello, porque yo no lo alisaba? me sentía humillada".


Rubia França, de São Paulo, 16 años, representante del Movimiento Nacional de Derechos Humanos (MNDH), dijo que era difícil ser un adolescente hombre, en Brasil “el mayor problema es la violencia de género y el machismo, en São Paulo todo es dirigido por hombres, cuando colocan mujeres es solo figurativo, lo ideal es que las mujeres que somos mayoría estemos en presentes.” Criticó la falta de escucha activa de las personas adultas en Brasil “no escuchan nuestra voz en las conferencias y en los encuentros lúdicos, pero es hora de escuchar. No queremos ir a los encuentros sólo para ver. Queremos participar, queremos ser escuchados por los adultos. ".

Eloi, adolescente que participó en representación de la Asociación Nacional de Centros de Defensa de la Infancia y la Adolescencia (ANCED) habló también en entrevista sobre el prejuicio en contra las niñas, niños y adolescentes indígenas y que sucede porque las personas no respetan la lengua y la cultura de los indios. Eloi señalo que "la gente siempre hace bromas de mal gusto, principalmente porque no hablamos bien el portugués". Se quejó de la poca presencia de niñas, niños y adolescentes indígenas en los eventos: "yo soy la única indígena en el encuentro que tiene más de 60 adolescentes".

 

 

 

 



Revisado: Verónica Morales Oficial Regional de Comunicación, #TejiendoRedesInfancia
Contacto con medios: Liorcino Mendes - 062 -9 82442567 Asistente de Comunicación #TejiendoRedesInfancia @REDLAMYC

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REDLAMYC se formó en el año 2000 y está integrada por 26 coaliciones nacionales en 19 países: Argentina, Bolivia, Brasil, Chile, Colombia, Costa Rica, Cuba, Ecuador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicaragua, Panamá, Paraguay, Perú, República Dominicana, Uruguay y Venezuela.

El contenido de esta publicación es responsabilidad exclusiva de REDLAMYC Red Latinoamericana y caribeña por la Defensa de los Derechos de los niños, niñas y adolescentes y en ningún caso debe considerarse que refleja los puntos de vista de la Unión Europea.

 

 

--- PORTUGUES---

 

No Primeiro  Encontro da  REDLAMYC, as e os adolescentes destacaram os  problemas de violencia, discriminação sexual e  racismo que vivem no  Brasil.

Boletim de Imprensa
20 de abril de 2017

•          As e os adolescentes são discriminados por gênero, raça, orientação sexual e identidade de gênero no Brasil.

•          70 adolescentes participaram do l encontro, 30 de eram mulheres   e representaram o  MNDH, ANCED e  o Fórum Nacional DCA.

         Durante o Primeiro  Encontro da  @REDLAMYC Rede Latino-americana e caribenha pela defesa dos direitos das crianças e de adolescentes no Brasil, as e os  adolescentes participantes expressaram sua indignação com o  presidente do país, Michel Temer, e com a falta de investimentos do gasto público destinado as políticas para a infância e  juventude, especialmente nos últimos dois anos.

Elas e Eles falaram  de sua realidade nas cinco regiões do Brasil,  suas demandas , pediram o fim do assassinato de crianças e adolescentes , maior participação nas tomadas de decisões e maior investimento ,especialmente na saúde, educação, lazer e cultura. Falaram sobre o machismo, racismo , assim como a violência e discriminação que sofrem as e os adolescentes da  comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais,travestis e transexuais)em sua vida cotidiana, especialmente nas escolas brasileiras.

Caroline Nunez, de 20 anos, de Minas Gerais, representante do Fórum Nacional DCA, ex adolescente do G8 (Grupo  de 8 mulheres e homens  do Conselho Nacional de Crianças e Adolescentes do Brasil - CONANDA) durante seu trabalho como representante fez reflexões sobre temas como a desigualdade de gênero, a discriminação por raça, orientação sexual e identidade de gênero. Relatou que foi vítima de  racismo por professoras brancas, quando era uma criança  , e que isso marcou muito sua vida “muitas vezes escutei as professoras falando mal do meu cabelo, uma delas me perguntou por que não cuidava do meu cabelo e não alisava ele. Me senti muito humilhada “ .

Rubia França, de São Paulo, 16 anos, representante do Movimento  Nacional de Direitos  Humanos (MNDH), disse que é difícil ser adolescente mulher, no Brasil, “o maior problema é a violência de gênero e o machismo. Em São Paulo tudo é dirigido pelos homens e quando colocam uma mulher é figurativo. O idela é que as mulheres , já que somos a maioria da população, estarmos em todos lugares ” . Criticou  a falta de escuta ativa dos adultos no Brasil “ não escutam nossa voz, nas conferencias e nos encontros . Mas agora vão ter que escutar ” . Não queremos apenas ir ao encontros apenas para ver . Queremos participar, queremos ser escutadas pelos adultos “ .

Gabrieli Eloi,  de 16 anos , do Mato Grosso do Sul, adolescente que participou representando a Associação Nacional dos Centros de Defesa das Crianças e Adolescentes (ANCED) falou também em entrevista sobre o preconceito com as crianças e adolescentes indígenas e explicou que isso acontece porque as pessoas não respeitam a língua e a cultura dos índios e das índias.  Eloi afirmou que  "as pessoas sempre fazem brincadeiras de mal gosto ,  porque não falamos bem o português”. Ela criticou a pouca presença de crianças e adolescentes indígenas nos eventos : " eu sou a única indígena no encontro que tem mais de 60 adolescentes”.

 

 

 

 

 

Verificado: Verónica Morales Oficial Regional de Comunicação, #TejiendoRedesInfancia
Mídia de contato: Liorcino Mendes - 062 -9 82442567 Assistente de comunicação #TejiendoRedesInfancia @REDLAMYC

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A REDLAMYC foi formado em 2000 e é composta por 26 coalizões nacionais em 19 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

O conteúdo desta publicação é da exclusiva responsabilidade da REDLAMYC Rede Latino-Americana e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e em nenhum caso deve ser considerado como refletindo as opiniões da União Européia